5 de outubro de 2011

Quanta Razão Há de Te Amar





Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Shalom meus caros.

Uma alegria e uma certeza concreta perpassam meu coração, pois hoje posso tocar.

Quanta razão há de Te amar! Quão tolo percebo que fui por retardar tão esperado encontro, de modo que hoje estar distante do que é concreto é semelhante a cacos de vidros sob meus pés. Tudo faz sentido agora, Te tendo perto de mim. Afinal, dá-me tudo, tudo. E o que posso dar-Te eu, além de esforço e uma 'determinada determinação'?
Além de confiar o meu coração, minha mente, meus atos e braços a fim de permitir que Tu venhas ferir-me, pois Tu és meu - assim como sou propriedade Vossa, Tu és vida, minha vida. 
Contudo, minha carne ainda grita pelo velho, grita por tudo aquilo que passa. Suplico-lhe então: FERE-ME - sem demora, leva-me e por fim ARRASTA-ME se preciso for... Tais pedidos podem parecer desmedidos e desesperados, ledo engano, pois eu espero, eu espero o tempo que for. Mas o Senhor já não pode mais esperar por mim, Ele tem pressa.

Nesse último fim de semana pude experimentar de algo surreal, sobrenatural. Suas mãos e seu amor me tocaram, e foi único. Por instantes pude tocar também, aos poucos senti arrepios, dores, perfumes. Logo percebi, que era o Esposo que vinha, e tomava-me. Sem escapatória, por sorte. Apenas quero correr, não d’Ele, mas para Ele. Tive a graça de junto com alguns irmãos encenar o Espetáculo Musical - Resposta (que conta a história da Comunidade Shalom) e não sabia, não sabia o quanto isso iria mexer comigo e com os caros que me rodeavam. Foi genuíno, experiência viva com o Ressuscitado.

Diante de tudo o que venho ouvindo, lendo e percebendo (e tudo o que vivi, ouvi e percebi nos últimos tempos), é fácil concluir que já não mais é sentimentalismo, nem nada intangível, tornou-se mais, tornou-se concreto, vivo. (Partilha Pessoal) 

Nem imperfeições, nem desejos impetuosos, nem eu mesmo. Nada irá retardar ainda mais o meu ser de se fundir ao mais Belo Esposo, o Cristo, que anseia por mim.

' Dissipando as trevas do medo que havia em mim (...) de Tuas mãos e de Teu lado aberto a paz enfim! ' ♪

Pois bem, rezemos todos. Esse fim de semana (08 e 09/10) Congresso de Artes com o Wilde Fábio.
Deus vos guarde, Shalom

3 de outubro de 2011

A Plenitude do Amor




Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Shalom meus caros.
Tendo em vista esse tempo tão bonito e especial que tenho vivido, onde posso experimentar de modo especial e particular o amor de Deus, percebo que a plenitude de tal sentimento se dá apenas n'Ele, com Ele e por Ele, gostaria então de partilhar esse trecho de um dos Sermões de Santo Agostinho. 
Deus abençoe.
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Irmãos caríssimos, o Senhor definiu a plenitude do amor com que devemos amar-nos uns aos outros, quando disse: Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos (Jo 15,13). Daqui se concluiu o que o mesmo evangelista João diz em sua epístola: Jesus deu a sua vida por nós. Portanto, também devemos dar a vida pelos irmãos (1Jo 3,16), amando-nos verdadeiramente uns aos outros, como ele nos amou até dar a sua vida por nós.
É certamente  a mesma coisa que se lê nos Provérbios de Salomão: Quando te sentares à mesa de um poderoso, olha com atenção o que te é oferecido; e estende a tua mão, sabendo que também deves preparar coisas semelhantes (Pr 23,1-2 Vulg.)
Ora, a mesa do poderoso é a mesa em que se recebe o corpo e o sangue daquele que deu  a sua vida por nós. Sentar-se à mesa significa aproximar-se com humildade. Olhar com atenção o que é oferecido, é tomar consciência da grandeza desta graça. E estender a mão sabendo que também se devem preparar coisas semelhantes, significa o que já disse antes: assim como Cristo deu a sua vida por nós, também devemos dar a nossa vida pelos irmãos. É o que diz o apóstolo Pedro: Cristo sofreu por nós, deixando-nos um exemplo, a fim de que sigamos os seus passos (cf. 1Pd 2,21). Isto significa preparar coisas semelhantes.  Foi o que fizeram, com ardente amor, os santos mártires. Se não quisermos celebrar inutilmente as suas memórias e nos sentarmos sem proveito à mesa do Senhor, no banquete onde eles se saciaram, é preciso que, como eles, preparemos coisas semelhantes.
Por isso, quando nos aproximamos da mesa do Senhor, não recordamos os mártires do mesmo modo como aos outros que dormem o sono da paz, ou seja, não rezamos por eles, mas antes pedimos para que rezem por nós, a fim de seguirmos os seus passos. Pois já alcançaram a plenitude daquele amor disse o Senhor. Eles apresentaram a seus irmãos o mesmo que por sua vez receberam da mesa do Senhor.
Não queremos dizer com isso que possamos nos igualar a Cristo Senhor, mesmo que, por sua causa, soframos o martírio até o derramamento de sangue. Ele teve o poder de dar a sua vida e depois retomá-la; nós, pelo contrário, não vivemos quanto queremos, e morremos mesmo contra a nossa vontade. Ele, morrendo, matou em si a morte; nós, por sua morte, somos libertados da morte. A sua carne não sofreu a corrupção; a nossa, só depois de passar pela corrupção, será por ele revestida de incorruptibilidade, no fim do mundo. Ele não precisou de nós para nos salvar; entretanto,  sem ele nós não podemos fazer nada. Ele se apresentou a  nós como  a videira para os ramos; nós não podemos ter a vida se nos separarmos dele.
Finalmente, ainda que os irmãos morram pelos irmãos, nenhum mártir derramou o seu sangue pela remissão dos pecados de seus irmãos, como ele fez por nós. Isto, porém, não para que o imitássemos, mas como um motivo para agradecermos. Portanto, na medida em que os mártires derramaram seu sangue pelos irmãos, prepararam o mesmo que tinham recebido da mesa do Senhor. Amemo-nos também a nós uns aos outros, como Cristo nos amou e se entregou por nós.
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Dos Sermões de Santo Agostinho, Bispo

14 de agosto de 2011

Me parecem Vitais



Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo.

Shalom meu caros. Saudades.

Atos impensados, hoje penso muito neles. Sentimentos inexplicáveis apossaram-se de meu coração, hoje consigo entendê-los. Na certeza incerta de que sou diferente de tudo que se vê, de tudo que esperam. Hoje consigo atestar, que Leone Borges nasceu pra dar certo.
Isso faz com que eu me sinta parte de algo especial e com isso me sinta alguém especial, essa certeza hoje me parece vital.

Vital é a incansável sede de amor que Deus tem pela minha vida, pelo nada que eu sou.
Vital é a capacidade de se sentir amado por amigos e irmãos que acreditam em você, mesmo quando ninguém, nem mesmo você acredita.
Vital é não saber nada, não esperar nada, não entender nada e ainda assim confiar.
Vital (e que tudo ao meu redor suma, não me importo) é reconhecer que nasci pro amor, nasci pra Deus. Nasci pra tudo aquilo que é eterno e que não passa.

E sou grato meus caros, nossa, como sou grato.
Está apenas começado, é uma longa jornada de recomeço.

' Vai doer bastante, mas... Mas é amor.'

Conto com as orações dos amigos, irmãos e de todos aqueles que como eu desejam ardorosamente ser de Deus!

Pois bem, Deus abençoe a todos. Rezem por mim!
Deus vos guarde, Shalom

7 de setembro de 2010

Ser Simples é Ser Incrível !


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Shalom meus caros.
De certo que esta frase se agarrou a minha mente e coração, de tal forma que hoje me faz refletir a cerca da minha vocação!

Ser simples é ser incrível. Simples e Incrível.
Adentro este aspecto por que sei que muito nos interessa, principalmente neste tempo. Estamos próximos do fim do ano, fim do período vocacional... E acredito, ou ao menos espero, que seja o fim de conflitos e crises desnecessárias, que por muitas vezes nós criamos. Assim, deixamos de ser simples, deixamos de aderir a vontade una e incrível de Deus e nos recolhemos a nós. E isso quando nos recolhemos. Enumeras vezes, nos deparamos com pedaços de nosso coração e fagulhas de nossa alma pelos cantos da sala, da varanda, do quarto ou devidamente 'guardados' nas espumas ou plumas de nosso travesseiro.

Crises são boas, afinal, crise vem de crisol (lugar onde se funde o ouro). Então, sem crises não iríamos muito longe. Mas enfim, esse não é o intuito da reflexão. O foco é: por que não deixamos Deus ser Deus em nossas vidas? Será que é por que nossa vontade é mais importante? Será que é por que é mais interessante e cômodo abraçar o que nos convém? Certo, se for isso, tudo bem! Então, o que estamos fazendo aqui? Ninguém nos chamou, ninguém nos obrigou a estar nessa meta pela divino, pelo que é santo, pelo que é nosso por direito, a não ser o próprio Deus. E se Ele que nos chamou, não estamos escutando... Nos questione-mos!

Funciona assim: você ouviu falar, veio, gostou e ficou. Resolveu então se aprofundar, e agora que já sabe o que fazer e por onde ir, quer correr, fugir? Acho que você não estamos entendo a dimensão de uma vocação, a importância da mesma, ou então, não temos maturidade suficiente pra trilhar este caminho. Realmente precisamos nos questionar, nos posicionar e por fim nos violentar. Deus tem pressa, uma pressa simples (no tempo de cada pessoa) e incrível (cedida a todos).

A simplicidade implica em ser-mos, da forma que Deus nos criou pra sermos. Sem máscaras, sem inconstâncias, sem futilidades, enfim. Simplicidade implica em nós aderir-mos um plano. Um plano perfeito - diga-se de passagem. Então, a demora é sua (ou melhor, nossa), não de Deus. Pare-mos de culpa-lo, pare-mos de interrogá-lo de maneira vã. Nós ganhamos muito mais quando acolhemos a sua vontade, atestamos com nossas vidas aquilo que de fato é graça e simplesmente vivemos. Acredite, teremos uma vida incrível se assim o fizer-mos. Por que Deus não quer menos que isso pra nós.

Pois bem, Deus abençoe a todos. Rezemos meus caros.
Deus vos guarde. Shalom


P.S.: Está chegando o Halleluya Salvador 2010 - 05 a 07 de novembro. Divulgue-mos!